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Biomecânica – Qual a função dos tornozelos na corrida

Hoje em dia a corrida é um dos desportos mais praticados no mundo, não lhe vou falar nos benefícios óbvios para a saúde, até porque já tive oportunidade de escrever um artigo sobre assunto aqui no blogue. Este artigo vai ter como objetivo falar um pouco sobre técnica de corrida. E nomeadamente, da função biomecânica dos tornozelos na corrida.

A técnica de corrida, é muito importante para ajudar a manter uma postura correta na corrida, e desta forma prevenir lesões e poupar articulações e músculos. Muitas pessoas não têm a noção do papel de cada articulação na corrida, e qual a sua importância. Por isso mesmo, vou-lhe falar um pouco da função biomecânica dos tornozelos.

Como são compostos os tornozelos?

O tornozelo é a articulação formada pela união do pé e da perna como um todo, constitui uma das estruturas corporais mais complexas. A sua força e mobilidade corretas são vitais para qualquer atleta, pois afetará diretamente as suas capacidades físicas. E, claro, o seu papel é essencial na corrida por isso, iremos analisar a função dos tornozelos em termos biomecânicos na corrida.

 Os tornozelos podem realizar numerosos movimentos articulares:

  • Flexão dorsal (dorsiflexão), movimento que faz a face dorsal do pé em direção à frente da tíbia (quando flexionamos o tornozelo para levar o pé para a tíbia)
  • Flexão plantar, movimento da sola do pé para baixo.
  • Abdução, movimento do pé para fora (giramos as pontas para o exterior)
  • Adução, movimento do pé para dentro (giramos as pontas para dentro)
  • Eversão, movimento da sola do pé para fora, as cargas de peso na borda interna
  • Investimento, direcionando a sola do pé para dentro, as cargas de peso na borda externa
  • Flexão dos dedos dos pés, movimento dos dedos em direção ao solo
  • Extensão dos dedos, movimento dos dedos para cima

Quando corremos, os tornozelos desempenham um papel fundamental no movimento da corrida. Como são uma das partes mais ativas do movimento, analisaremos a sua função durante as diferentes fases:

NA FASE DE IMPACTO DO PÉ

Durante o apoio, seja com o calcanhar (em velocidades moderadas), ou com a planta (em velocidades mais altas), o tornozelo deve manter uma linearidade correta. Para evitar que outras áreas do corpo localizadas acima (joelhos, ancas, coluna) sofram mais do que o que é devido. Gerando desequilíbrios no corpo, que são muito prejudiciais à saúde.

NA FASE DE APOIO DO PÉ

Uma vez superado o impacto, o tornozelo desempenha um papel fundamental na dissipação da energia gerada pelo impacto. Através de um gesto natural de rotação do tornozelo para dentro, que é chamado de pronação. Um excesso de pronação (mais de 15 graus), ou uma falta de pronação (menos de 5 graus) são anormais e podem causar lesões.

NA FASE DE IMPULSO DO PÉ

É quando o tornozelo gera a força necessária para nos empurrar para a frente, e avançar na corrida. Tudo produzido em maior extensão pelos músculos extensores do tornozelo, o que implica que o seu bom alinhamento permita um maior uso de energia propulsora.

NA FASE DO NÃO CONTATO DO PÉ

Uma vez que o pé sai do solo, adquire uma trajetória ascendente na qual o tornozelo tem que manter a linearidade, numa posição neutra e relaxada para favorecer a fase aérea de toda a perna.

Agora que já tem uma noção mais exata da funcionalidade do tornozelo em termos biomecânicos, torna-se fundamental como referi em cima, treinar bastante a técnica de corrida. Para este funcionar de forma mais eficaz, e ser mais eficiente na corrida.

No seguinte vídeo pode ver alguns exercícios de técnica de corrida, para o ajudar a melhorar a postura.

Fonte: sportlife.es

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