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Como atingir um melhor desempenho desportivo usando Modelagem

Após o primeiro artigo que tive o prazer de escrever para o Blog Corre Salta e Lança, “Como melhorar o desempenho desportivo com Coaching, Programação Neuro Linguística (PNL) e Inteligência Emocional (IE)”, trago ao conhecimento dos nossos seguidores, algo que poderá abrir um leque enorme de possibilidades no que diz respeito a novas conquistas no que à performance desportiva diz respeito, a Modelagem.

O meu nome é Bruno dos Reis, tenho 35 anos e sou Optimizing Coach.

O que eu faço com os meus clientes, é embarcar num processo de responsabilização, desenvolvimento e otimização para que atinjam uma performance de excelência, seja em que área da sua vida for.

O que é a Modelagem

A definição de Modelagem é o processo de construir modelos que expliquem as características ou comportamento de um sistema.

A palavra Modelo vem do Latim Modulus, que significa medida ou padrão. Também a palavra Modus, também do Latim,que significa modo, jeito ou medida.

Facilmente consegue identificar um modelo dum objeto como uma miniatura que, na sua essência, reproduz o sistema original.

Modelagem em Programação Neuro Linguística (PNL)

A PNL, como foi descrita no artigo anterior, trata-se de um processo multi dimensional que se foca no desenvolvimento de competências comportamentais, pensamento estratégico e a compreensão dos processos cognitivos e mentais que se expressam no comportamento.

Sendo assim, a Modelagem descrita neste artigo (que respeita ao comportamento humano), envolve uma observação e mapeamento de processos comportamentais que levam à performance de excelência.

É o processo de “desmontar” um macro-processo em vários micro-processos de forma a poder ser compreendido e reproduzido.

A Modelagemenvolve uma observação e mapeamento de processos comportamentais que levam à performance de excelência

Todos nós já ouvimos a expressão “Quando escolhes o comportamento, escolhes a consequência”.

Existe uma grande dificuldade em percebermos esta frase. Existe um afastamento da nossa própria responsabilidade relativamente ás nossas escolhas e consequentes comportamentos. Consciente ou inconscientemente, tendemos a culpar os outros pelos nossos problemas não sendo capaz de perceber que quase na totalidade dos casos, esse sofrimento é auto-infligido.

No entanto, como resultado de um processo, por vezes doloroso, mas muito enriquecedor e “life changing”, aprendi a encontrar sempre algo útil em toda a realidade com que me deparo. Pegando nesta identidade, quase omnipresente, de falta de responsabilização pelas próprias escolhas, encontro um primeiro passo fundamental para que a sua vida mude por completo…. Conquistar o lugar de criador da nossa vida.

De vitima a criador

Quando age como se as suas experiências fossem criadas a partir do exterior, vai ver-se como uma vítima e nesse caso, este artigo é provavelmente o primeiro passo para chegar onde sempre desejou.

Se conseguir passar a minha mensagem, então entenderá a relação entre assumir a responsabilidade pela criação das suas experiências e a excelência.

Este passo é fundamental para finalmente reivindicar a posição de criador na sua própria vida.

Não irei aprofundar muito esta questão (ficará para outro artigo onde será bastante mais detalhadamente descrito), mas o que pretendo que entenda é que o resultado depende somente de si. Se não está a chegar onde pretende é porque, não está a ter os comportamentos adequados para o resultado que se está a propor. Se está a obter outro resultado que não o que procura então o único responsável é quem decide os comportamentos atuais…. Você mesmo. Não significa que está a falhar, antes pelo contrário. Lembre-se do que Thomas Edison disse quando finalmente descobriu como criar a lâmpada: “Eu nunca falhei, apenas descobri 1000 maneiras de não criar a lâmpada”.

É necessário interiorizar esta simples formula:

Pensamento + Comportamento = Consequência

Quando o fizer irá levar o seu desempenho desportivo (Ou outra área da sua vida) a outro nível.

Modelagem no desempenho desportivo

Michael Phelps

Apesar da natação não ser o meu desporto de eleição, foi uma modalidade que pratiquei federado durante alguns anos. Assim, descrevo muitas vezes Michael Phelps, por muitos considerado o melhor desportista de todos os tempos. Possui um recorde de 28 medalhas Olímpicas, sendo que 23 são de ouro, 3 de prata e 2 de bronze. Detém igualmente o recorde para maior numero de medalhas de ouro na mesma edição das Olimpíadas, conquistando 8 em Pequim 2008. Entre títulos mundiais e troféus para melhor nadador do ano, Phelps é e será um ídolo e um exemplo para amantes do desporto.

O leitor poderá estar a pensar o porquê de referir este “super homem neste artigo. Recordo a definição do conteúdo abordado (Modelagem) – A Modelagemenvolve uma observação e mapeamento de processos comportamentais que levam à performance de excelência.

Assim sendo, Michael Phelps unanimemente é aceite como um atleta de performance de excelência.

Iremos abordar outros neste artigo, mas sugiro começarmos por este monstro do desporto e perceber onde cruzamos o foco deste artigo com o seu desempenho.

Recordemos a formula que referi acima Pensamento + Comportamento = Consequência. Se considerarmos a consequência desta formula a excelência da performance (Seja uma medalha, um campeonato, um recorde etc.), qual ou quais os Pensamentos e comportamentos que Michael Phelps assumiu para ter sido tão bem-sucedido? (Não ignorando outros fatores genéticos que também tiveram a sua influencia no sucesso. Fisiologicamente perfeito para natação 1,93 Mts de altura, 2,01 Mts de envergadura, Tornozelos com uma flexibilidade 15 graus superior à maioria dos nadadores Olímpicos, Produção de lactato bastante inferior a outros atletas, fazendo com que consiga competir nas melhores condições muito antes de outros nadadores e treinar com mais frequência)

Rituais/Hábitos

– Dorme numa câmara hiperbárica

– Ingere 12000 KCal por dia

– Acorda as 6h00

– Deita-se já de madrugada

– Faz uma sesta antes do almoço

– 6 horas de treino diários (mesmo nos dias de competição), 6 vezes por semana

– Faz massagens regularmente

– Chega ao local da competição 2 horas antes

– Alonga durante 30 minutos antes de cada competição ou treino

– Realiza aquecimento especifico na água durante 45 minutos

– 20 minutos antes da corrida, mergulha num transe onde ouve música que um coloca no estado focado de guerreiro (Noutro artigo serão abordados os Arquétipos e a sua influencia na performance desportiva)

– Exercício meditativos onde se visualiza a realizar a prova perfeita e todas as dificuldades que poderá encontrar durante a mesma, considerando assim “estar preparado seja para o que acontecer

– Mesmo antes da corrida, coloca-se atrás do seu bloco de partida uns minutos

– Sobe ao seu bloco e desce após o seu nome ser anunciado e somente após esta sequência, assume a posição de partida.

Descrevo de seguida um momento na carreira de Phelps que o leitor irá adorar e que descreve tão bem a importância de comportamentos e pensamentos no que respeita à consequência:

Num episódio, que em tudo poderia ter sido devastador, surge a importância de possuir o correto processo de pensamento interno, ou estratégias. Não tenho ideia se o este processo foi estudo, ou melhor modelado, mas naqueles segundo desde que o atleta entra para o alinhamento nas pistas e a colocação no bloco de partida, Michael Phelps tem na sua face um olhar focado, concentrado e na minha opinião uma visualização do trailer que se segue. Nos jogos olímpicos, o anunciador diz o seu nome e como faz desde antes dos 12 anos, sobe para o bloco e desce novamente. Mesmo antes do inicio da prova, Phelps sobe para o bloco de partida e prepara-se para bater mais um recorde. A partida é dada e no momento de contacto com a agua, apercebe-se que os seus óculos não vedaram adequadamente e estes vão-se enchendo de agua até que antes da segunda viragem, nada consegue ver.

Neste momento, surge a importância da estratégia de pensamento de Phelps que naqueles segundos antes da partida, naquele olhar focado e concentrada, eu apostaria que se vê a fazer o percurso ao pormenor de forma milimétrica.

Quando o questionaram sobre este incidente “como foi a sensação de nadar cego?”, Phelps respondeu “foi tal como eu imaginei”.

Esta historia com final feliz tem muito mérito do seu treinador e também do próprio nadador. O seu treinador preparando-o para um possível cenário destes, colocou-o na altura numa piscina em Michigan, a nadar numa piscina num pavilhão totalmente ás escuras de forma a que estes tivessem mais um cenário no qual se poderia ver. Também Phelps sabia que para fazer a ultima distancia iria levar 19 ou 20 braçadas para a concluir.

O leitor poderá desde já identificar alguns pontos que, não só, são invulgares, mas também influentes na consequência – Performance de excelência.

Iremos abordar outros monstros da performance desportiva.

Usain Bolt

Usain St. Leo Bolt, ex velocista Jamaicano, tornou-se no único atleta de atletismo tricampeão em duas modalidades de pista em edições dos Jogos Olímpicos consecutivas, 100 e 200 metros e bicampeão igualmente de forma consecutiva na modalidade de estafetas 4 x 100 metros. É também o único velocista a conquistar 8 medalhas de ouro e foi também 10 vezes campeão mundial.

De forma muito resumida é considerado o melhor velocista de sempre detendo a melhor marca de sempre nos 100 metros, 9,58 segundos (Mundiais Atletismo em Berlim 2009), nos 200 metros, 19,19 segundos (Mundiais Atletismo em Berlim 2009) e parte da equipa que estabeleceu a melhor nas estafetas 4 x 100 metros, 36,84 segundos (juntamente com Yohan Blake, Michael Frater e Nesta Carter nos Jogos Olímpicos em Londres 2012).

Claramente outro monstro da performance de excelência, apesar de, como o próprio já admitiu varias vezes, não gosta de treinar.

Rituais/Hábitos

– Dormir é uma das suas prioridades

– “Ele treina muito duro e leva os treinos muito a sério” Glen Mills, seu treinador

– Joga dominó com os colegas antes das provas

– Para acalmar os nervos, antes das provas gosta de falar sobre carros, mulheres e musica

– Afirma que só pensa na corrida quando ouve “Aos vossos lugares”

– Na pista só quer ouvir o som da sua própria respiração

– Faz o sinal da cruz e aponta para o céu

– Quando o seu nome é anunciado cria uma interação com o publico, levando o estádio ao rubro

– “Ajeita” a pista onde vai correr e olha ao longo da mesma

Será que conseguimos identificar comportamentos e ou pensamentos que podem resultar neste tipo de resultados?

O que é preciso para ter uma performance de excelência

Após descrição destas duas referencias do mundo desportivo, claramente identificamos, bastantes comportamentos e pensamentos que de alguma forma ajudam a compreender os seus resultados.

À primeira vista alguns dos rituais/hábitos descritos parecem completamente diferentes e nada relacionados, no entanto deixo a próxima semana para o leitor tentar encontrar os elementos essenciais de comportamento e pensamento que poderão ser comuns a estes dois atletas.

Irei retomar este assunto no meu próximo artigo onde descreverei um processo de modelagem e claro identificarei, na minha opinião os pontos comuns destes atletas e que, no meu entender, são fundamentais para terem atingido o patamar que atingiram.

Reforço a importância do leitor me enviar o seu apanhado dos elementos que identificou nos comportamentos e pensamentos de Michael Phelps e de Usain Bolt que, na sua opinião foram fulcrais e quem sabe, poder usar no seu dia a dia (com o devido enquadramento) de forma a atingir a sua excelência de performance.

Até breve

Bruno dos Reis Optimizing Coach

+351 91 291 09 67

www.ioptimizem3.com (Site em construção)

[email protected]

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